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Protecção da Saúde Mental em

Situações de Desastre e Emergência

 

 

 

Saúde mental é um termo amplo e que considera as diferentes interfaces do processo saúde-doença, com seus aspectos sociais que tanto influem no bem-estar da população.

Do ponto de vista da saúde mental, em situações de grandes emergências, toda a população deve considerar-se como vítima de lesões e angústias, em maior ou menor medida, directamente ou indirectamente.

Isto pode ser dimensionado para os seguintes campos:

  • Ajuda humanitária e social;

  • Aconselhamento à população e a grupos de risco;

  • Comunicação social;

  • Gestão de situações específicas de pessoas com perturbações mentais;

Depois da emergência propriamente dita, os problemas de saúde mental dos sobreviventes requerem assistência durante um período prolongado, quando tiverem que enfrentar a tarefa de reconstruir suas vidas.

 

Assim, para um plano de saúde mental em situações de desastre e emergências considera-se que:

  • A assistência à saúde mental deve partir de um diagnóstico comunitário amplo e abrangente, que tenha em consideração o contexto sociocultural, género, grupos de faixa etária, identificação de lideranças, autodefinição de necessidades pela própria população, situação de direitos humanos, etc;

  • Uma estratégia fundamental é a formação de facilitadores ou promotores sociais, levando-se em conta o conhecimento que estes têm dos processos comunitários e da idiossincrasia das populações afectadas;

  • A assistência à saúde mental em situações de emergência, como a realização de técnicas de intervenção em crise devem ser realizadas nas máximas condições de segurança, sob orientação das entidades responsáveis pela área de protecção civil.

 

Para as situações de desastre e emergências, os planos de saúde mental devem priorizar as seguintes situações:

  • O medo e a aflição, como consequência das perdas e danos e/ou pelo medo da recorrência da situação traumática;

  • Perturbações psicopatológicas ou doenças psiquiátricas evidentes;

  • Desordem social, violência e consumo de substâncias psicoactivas. Isto inclui actos de vandalismo e de delinquência, rebeliões, abuso sexual, violência intrafamiliar, etc.

 

Em caso de desastres naturais, delimitam-se quatro grandes etapas, podendo considerar:

  • Período prévio ou pré-crítico

A etapa prévia pode ser mais ou menos prolongada, de acordo com o tipo de desastre.

No entanto, a existência de um plano preventivo é fundamental na redução da vulnerabilidade da própria população.

  • Período crítico ou da emergência propriamente dita

Este período crítico também é variável quanto à duração e características, dependendo do tipo de evento e de sua magnitude.

Nesse momento, o fundamental para a população é sua segurança pessoal e familiar e a satisfação de suas necessidades básicas e de sobrevivência.

  •  Período pós-crítico

A etapa pós-crítica dá-se num período de 15 a 30 dias após o evento. Na maior parte das ocasiões são os grupos de ajuda externa e a mobilização das organizações nacionais que intervêm nessa etapa do desastre.

Nesses momentos são trabalhados os processos de intervenção em crise e gestão de situações específicas.

  •  Período de recuperação

Esta etapa deve-se iniciar o mais cedo possível no qual as instituições de saúde e outras instituições têm de enfrentar com os seus próprios recursos as tarefas normais, além daquelas que correspondem à recuperação psicossocial do desastre.

 

 

As crises devem deixar como consequência um crescimento pessoal e o fortalecimento dos mecanismos individuais e grupais para se enfrentar o problema, bem como o fortalecimento da rede de apoio social.

 

Luís Miguel A. Andrade (enfermeiro)

Bibliografia: Organização Pan-Americana da Saúde (2002). Protección de la salud mental en situaciones de desastres y emergencias. Washington, D.C.

Imagens: cantinhodomundo . blogspot. com; ultraperiferias . blogspot . com, www . portaldascuriosidades . com; jpedromota.wordpress.com; www . exercito . pt

 

 

 

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