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   Alguns conselhos:

 

Convulsões

O que fazer durante a crise?

  • Protecção geral;

  • Protecção da cabeça;

  • Lateralizar se possível;

  • Não introduzir objectos na boca

O que fazer após a crise?

  • Verificar a respiração;

  • Repouso;

  • Apoio e privacidade;

  • Procurar atendimento médico.

 

Fracturas

O que fazer?

  • Solicite ajuda, enquanto isso, mantenha a pessoa calma e aquecida;

  • Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea;

  • Imobilize o osso ou articulação atingida com uma tala;

  • Mantenha o local afectado num nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a progressão do hematoma.

O que não fazer?

  • Não movimente a vítima até a fractura estar imobilizada;

  • Não lhe dê qualquer alimento, nem mesmo água.

 

Hemorragias

O que fazer?

  • Compressão directa sobre a lesão;

  • Elevação do membro lesado;

  • Compressão dos pontos arteriais;

  • Imobilização (método coadjuvante);

  • Arrefecimento (método coadjuvante).

 

Intoxicação

O que fazer?

  • Mantenha a calma;

  • Não se precipite, mas não perca tempo;

  • Peça ajuda o mais rápido possível;

  • Tente responder:

Quem - idade, sexo, gravidez;

Quanto - quantidade ingerida ou tempo de exposição ao produto;

Quando - há quanto tempo;

Onde - em casa, na rua, no local de trabalho...

Como - em jejum, com alimentos, com bebidas alcoólicas.

Em caso de:

Contacto com os olhos

  • Lave com água corrente durante 15 minutos mantendo as pálpebras afastadas;

  • Não aplique quaisquer produtos;

  • Peça ajuda.

Contaminação da pele

  • Retire as roupas conspurcadas;

  • Lave abundantemente com água durante 15 minutos;

  • Peça ajuda.

Picada de animal

  • Imobilize a zona atingida;

  • Aplique calor no caso do peixe-aranha e frio nos restantes casos;

  • Peça ajuda.

Inalação

  • Retire o intoxicado para o ar livre;

  • Peça ajuda.

Ingestão

  • Não provoque o vómito;

  • Dê a beber alguns golos de água ou leite;

  • Peça ajuda.

 

Obstrução Parcial da Via Aérea

O que fazer?

  • Se a vítima está a respirar, não interferir com a tentativa natural e espontânea de tentar expelir o corpo estranho, mas encorajar a vítima a tossir;

  • Aconselhar a vítima a inclinar-se para baixo, pois esta posição ajuda o corpo estranho a sair para o exterior, pela própria acção da gravidade;

  • Se a vítima não recuperar actuar como se trata-se de obstrução total.

 

Obstrução Total da Via Aérea

O que fazer?

Vítimas Conscientes

  • Se a vítima não consegue falar ou respirar, a angústia é visível no rosto, com olhos muito abertos, boca aberta, sinais de exaustão e cianose. Geralmente as mãos agarram o pescoço. Esta situação tem risco eminente de asfixia e, como tal, de paragem ventilatória;

  • Incline a vítima para a frente, coloque-se por trás desta e com a mão plana, dê cinco pancadas secas nas costas entre as omoplatas. Verifique se o corpo estranho saiu;

  • Se a vítima não consegue falar ou respirar, a angústia é visível no rosto, com olhos muito abertos, boca aberta, sinais de exaustão e cianose. Geralmente as mãos agarram o pescoço. Esta situação tem risco eminente de asfixia e, como tal, de paragem ventilatória.

  • Se as pancadas falharem, coloque a sua mão fechada em punho e com o polegar contra o abdómen da vítima, entre o umbigo e o apêndice xifóide, na zona do epigastro. Com a outra mão envolver o punho fechado e efectuar cinco compressões abdominais para dentro e para cima. Devem ser pausadas, seguras e secas (Manobra de Heimlich). Verifique se o corpo saiu pela boca. Repetir esta sequência de pancadas nas costas e compressões as vezes que for necessário até à expulsão do próprio objecto.

Vítimas Inconscientes

  • Se a vítima estiver inconsciente e não conseguir suportar o peso da vítima, deve colocar a vítima deitada sobre as costas e execute RCP (compressões e ventilações 30:2) verificando se algum corpo estranho é expelido removendo-o da boca se necessário. Repetir esta manobra até que seja eficaz.

 

Situações de excepção à aplicação de compressões abdominais

  • Mulheres grávidas;

  • Vítimas obesas (nas quais o reanimador tem dificuldade em abranger o abdómen da vítima) "Nestes casos as compressões abdominais devem ser substituídas por compressões esternais (aplicadas no local de RCP). Podem ser aplicadas em vítimas conscientes ou inconscientes";

  • Crianças com menos de um ano de idade.

 

Posição Lateral de Segurança

Se uma vítima se encontra inconsciente, mas ventila normalmente, e se não houver suspeita de traumatismos, coloque-a em posição lateral de segurança (PLS).

Como colocá-la em PLS?

  • Certifique-se que a cabeça da vítima se encontra em extensão;

  • Ajoelhe-se ao lado da vítima. Assegure-se que ambas as suas pernas estão esticadas;

  • Coloque o membro superior da vítima (do seu lado) em ângulo recto (90º), em relação ao corpo da mesma. Dobre o antebraço para cima com a palma da mão virada para cima;

  • Coloque o outro braço da vítima atravessado sobre o tórax da mesma. Segure as costas da mão da vítima contra a bochecha (do seu lado). Mantenha a mão da vítima no lugar;

  • Com a sua mão livre, agarre pelo joelho, a perna da vítima que fica oposta a si. Eleve a perna da vítima, mas deixe o pé no chão;

  • Puxe a perna elevada na sua direcção. Entretanto, continue a pressionar as costas da mão da vítima contra a bochecha. Vire a vítima na sua direcção para a colocar de lado;

  • Posicione a perna que está por cima de tal forma que a anca e o joelho estejam em ângulo recto;

  • Incline novamente a cabeça para trás para manter as vias aéreas desobstruídas;

  • Ajuste a mão da vítima sob a bochecha, se necessário, para manter a cabeça inclinada;

  • Verifique regularmente a ventilação da vítima.

 

Queimaduras

Queimaduras de 1º e 2º grau o que fazer?

  • Remova a fonte de calor abafando com pano se houver chama ou jogando água;

  • Arrefeça imediatamente a área queimada com água fria corrente da torneira, por alguns minutos (este procedimento é fundamental pois a área queimada está aquecida e continua a lesar a pele, podendo aprofundar-se, formando bolhas; quanto mais rapidamente for arrefecida, menos grave será a queimadura);

  • Retire se possível objectos que armazenem calor, como é o caso de: anéis, colares, brincos, cinto, objectos de metal ou de couro, etc;

  • Proteja a área queimada com gaze, lenço ou pano limpo;

  • Transporte para observação médica.

  • Se a queimadura for do 1º grau (não apresenta bolhas) e não abrange área entre os dedos, face ou genitais e só atinge alguns poucos centímetros quadrados da pele, pode-se fazer curativo com gaze gorda. Caso contrário, procure observação de profissionais de saúde.

  • Nas queimaduras de 2º grau, em geral as bolhas não devem ser furadas ou rebentadas. Existem algumas excepções, mas esta decisão deve ser tomada por técnicos especializados.

Queimaduras de 3º grau o que fazer?

  • Remova a fonte de calor;

  • Procure imediatamente atendimento médico.

  • Nas queimaduras de 3º grau, o arrefecimento com água pode aumentar o risco de infecção pela perda da protecção da pele, não deve ser realizado, excepto para apagar o fogo.

Nas queimaduras de 1º, 2º e 3º grau nunca use?

  • Pasta de dentes;

  • Manteiga ou margarina;

  • Óleos de qualquer tipo;

  • Pomadas caseiras (sem orientação médica);

  • Quaisquer outros produtos.

 

Suporte Básico de Vida (Adulto)

Em passos simples:

  • Verifique e assegure as condições de segurança (Se tem condições de segurança aproxime-se da vítima)

  • Verifique estado de consciência (Verifique se a vítima reage "está consciente", chame por ela abanando suavemente pelos ombros, se não reagir "está inconsciente" grite por ajuda no caso de ter alguém por perto que o possa ajudar).

  • Abertura da via aérea (Posicione a vítima deitada sobre as costas com os membros alinhados com o corpo. Ajoelhe-se junto da cabeça da vitima; Levante o queixo da vítima e incline-lhe a cabeça para trás "extensão", de modo a manter as vias aéreas abertas, conforme se indica na figura "caso tenha condições e outros conhecimentos, não efectuar esta manobra em vítimas com suspeita de traumatismo vértebro-medular - coluna vertebral"; Verificar se existem corpos estranhos ou secreções na boca da vítima e remova-os).

  •  Verifique se ventila normalmente (eficaz) (Verifique se a vítima tem sinais de circulação: Coloque a sua face junto ao nariz e boca da vítima e deve VER se o tórax e abdómen se expandem com os movimentos ventilatórios "Movimentos, incluindo deglutição; Respiração; Tosse", OUVIR se existem ruídos de entrada e saída de ar pela boca e nariz e SENTIR o ar expirado pela boca e nariz da vítima durante 10 segundos "nunca mais"; Na ausência de sinais de circulação deve prosseguir para o passo seguinte. 

  • Se não ventila normalmente - ligue 112 (Se não tem sinais de circulação deve pedir ajuda ligando 112; Antes de telefonar procure saber alguns dados sobre a vítima e local da ocorrência, ou peça a alguém para o fazer "112 é uma chamada grátis para todos os telefones"; Se a sua vítima é criança, vítima de afogamento ou de engasgamento, deve executar um minuto de RCP e só depois pedir ajuda.

  • Posicione as mãos (Coloque as suas mãos sobrepostas com os dedos intercalados no centro do tórax da vítima "no externo", apoiando somente a base da mão. Os dedos da mão que esta por cima puxam os da que está por baixo assegurando que não é exercida pressão destes sobre as costelas).

  • Comprima 30 vezes (Pressione o tórax 30 vezes, fazendo baixar o externo cerca de 4 - 5 centímetros ou 30% do seu diâmetro, sempre com os braços em extensão  perpendicularmente à vítima (sem dobrar os cotovelos). Para manter o ritmo poderá contar "1 e 2 e 3 e 4, .... e 30" comprimindo cada vez que se diz o número e aliviando a pressão cada vez que se diz a conjunção "e", "a um ritmo de 100 por minuto").

  • Execute ventilação artificial (Mantendo a via aérea aberta (extensão), tape o nariz abrindo a boca e execute respiração boca-a-boca (duas insuflações de modo a elevar o tórax da vítima, cerca de 1 segundo cada); A ventilação pode ser executada com "máscara de bolso", insuflador manual, etc.; No caso de não ser possível executar boca-a-boca, por qualquer motivo, deve prosseguir com compressões cardíacas ininterruptamente).

  • Continue  com 30 compressões e 2 insuflações até que a ajuda chegue.

 

Bibliografia: INEM, Centro de Informação Antivenenos (2010); VMER, Centro Hospitalar de Coimbra (2010)

 

 

 

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